Dentes De Dragão - Michael Crichton | Resenha

Por - 17:54:00


Dentes De Dragão


Michael Crichton
Editora Arqueiro

Quando eu soube da morte de Micheal Crichton, eu fiquei extremamente chateada. 
Ele foi um divisor de águas na minha vida, porque no momento em que assisti Jurassic Park pela primeira vez, me vi completamente apaixonada por aquele mundo, onde cientistas de diversas áreas, traziam a vida novamente dinossauros, eu já sabia que queria estar ali. Fosse entre dinossauros gigantes, fosseis raros ou entre tubos de ensaio.

Anos depois, eu estava cursando Biologia, eu estava ali naquele meio, ainda que não tivesse nenhum gigante pré-histórico de volta a vida ainda, e o mais perto de um fóssil que consegui chegar foi nas visitas ao museu. Quando sou do lançamento desta obra póstuma de Crichton, eu fiquei receosa, muitas obras no mesmo estilo acabam sendo apenas o nome do autor em letras grandes, mas não contem anda dele ali. Com Dentes de Dragão, não poderia ter sido mais diferente.
Em um livro repleto de fatos verídicos, dados históricos que ele pesquisou com acadêmicos diversos, colocou todo seu carinho pela história e pela ciência, trouxe para nós diversos personagens que de tão fantásticos parecem até inventados. 
Nos estados Unidos, na época do Velho Oeste, houve um período que ficou conhecido como a “guerra dos fosseis”, protagonizada por dois famosos paleontólogos, que ficaram muito mais famosos pelas brigas intermináveis, sabotagens e tiros trocados do que verdadeiramente pelas descobertas que fizeram. Mas isso não diminui a enorme contribuição para o meio cientifico que os dois trouxeram. Ambos estavam no topo das grandes descobertas pré-histórias em solo americano, também foram muito importantes para provar as teorias de Darwin, que na mesma época, lutava para defender sua teoria da evolução.
São eles Othniel Marsh e Edwin Cope, e em 1876 eles partem ao mesmo tempo para uma jornada que mudaria toda a história e entre as muitas sabotagens dos arquirrivais, descobertas e xingamentos está o jovem estudante Willian Johnson, que após entrar em uma aposta para provar que não é apenas mais um acadêmico rico e mimado, embarca para uma aventura que mudaria sua vida para todo sempre, afinal, não é todos os dias que se faz uma descoberta inédita, como o fóssil de Brontossauro.

A jornada deste três personagens é única, cada um, com sua motivação especifica, seja a fama da descoberta, sabotar um antigo rival, dinheiro, tornam esta leitura única e o mais incrível, é que o tempo todo, somos apresentado a um cenário pitoresco, onde cada estrada carrega o mais variado dos perigos, temos ao mesmo tempo acontecendo a famosa batalha conhecida como a mais vergonha da história da cavalaria dos EUA, onde todo um exército foram massacrados por índios, ladrões sem alma deixavam um rastro de medo e morto por onde passavam e lutas por terras eram constantes.

É uma leitura divertidíssima, cheia das peculiaridades que somente Crichton nos apresenta a um mundo selvagem, onde mesmo que não tenha dinossauros vivos devorando pessoas, temos seus fosseis sendo tão perigosos quanto se eles estivessem vivos. 

Uma das notas deste livro, da própria esposa de Michael, diz que quando ela encontrou este livro no cofre do marido e terminou a leitura, ela só conseguiu classificar como “sendo o mais puro Crichton”, e eu não poderia descrever de uma maneira melhor.
Uma daquelas leituras únicas.




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