23/07/2014

Resenha | Roleta Russa - Matthews, Jason

Roleta Russa
Matthews, Jason
Arqueiro

Desde pequena, o sonho de Dominika Egorova era fazer parte do Bolshoi, o balé mais importante da Rússia. Após ser vítima de uma sabotagem, porém, ela vê sua promissora carreira se encerrar de forma abrupta. Logo em seguida, mais um golpe: a morte inesperada do pai, seu melhor amigo.

Desnorteada, Dominika cede à pressão do tio, vice-diretor do serviço secreto da Rússia, o SVR, e entra para a organização. Pouco tempo depois, é mandada à Escola de Pardais, um instituto onde homens e mulheres aprendem técnicas de sedução para fins de espionagem.

Em seus primeiros meses como pardal, ela recebe uma importante missão: conquistar o americano Nathaniel Nash, um jovem agente da CIA, responsável por um dos mais influentes informantes russos que a agência já teve. O objetivo é fazê-lo revelar a identidade do traidor, que pertence ao alto escalão do SVR.

Logo Dominika e Nate entram num duelo de inteligência e táticas operacionais, apimentado pela atração irresistível que sentem um pelo outro.



Roleta Russa é um bom thriller de espionagem, bem escrito, com personagens fortes, e boas tiragens de humor. Na minha opinião, tudo o que um bom livro de espionagem deve ter. Tudo isso provocou em mim fortes emoções (desde pena à raiva, constrangimento à humor e por assim vai).

No entanto, apesar de tudo isso, há alguns erros, até mesmo ridículos e absurdos que, acredito eu, não eram necessários e alguns até mesmo preconceituosos – no maior estilo Os Simpsons: este é supostamente um thriller de espionagem, ou seja, por que receitas no final de cada capítulo? Não é um livro de receitas. Também não gostava quando o autor frequentemente usava palavras pseudo-russa, especialmente quando algumas delas nem sequer pareciam russo – mas quem sou eu pra dizer o que é russo ou não? Outra coisa que achei irrealista foi alguns fatos que o autor descreveu sobre a Rússia (ok, ok, não sou especialista em história russa nem sou uma russa, mas gosto de história e de me informar sobre as coisas). Um exemplo dessa atitude preconceituosa do autor para com a Rússia é quando ele escreve sobre estação de Helsinki. Ele descreve que havia apenas um par de computadores, mas que pareciam como uma máquina de escrever dos anos 80. Posso até aceitar que a Rússia seja tecnologicamente inferior tecnologicamente (comparado à outros países mais desenvolvidos), mas isso é simplesmente ridículo...

Outra coisa que achei um pouco (tá bom, muuuito estranha) é o fato de Dominika e Nate começarem a sentir algo mais um pelo outro... tipo, como assim?! Não era pra um caçar o outro? Não é um inimigo do outro? Puffff vai saber, né! Talvez eu esteja sendo um pouco severa, mas se é pra ser um thriller de espionagem, então vamos à espionagem, oras! Não existe paixão para com alguém que você deveria matar!

“[...] - Puxa, Maty, é sempre muito educativo conversar com você – comentou Nate, revirando os olhos. - O que eu sei é o seguinte: preciso fazê-la relaxar mais, começar a gostar de mim. Mas e depois? O que eu faço se as coisas tomarem um rumo mais sentimental? [...]” pag 153

Não quero estragar a leitura para outros leitores dando spoilers. Portanto, em conclusão só vou dizer que tenho uma forte sensação de que o principal objetivo do autor era escrever este livro o mais rápido possível. Foi como se ele tivesse dado uma boa introdução do principal e, em seguida, nos bombardeasse com vários pedaços da trama. E seu processo de investigação poderia ter sido muito melhor. Mas ainda assim, no geral é um bom livro. Gostei quando ele fazia suas referências à KGB. Recomendo para quem gosta de ficção. Porém espero que o Tio Matthews melhore em seus futuros livros do gênero. E tirando os pormenores, acho que estou ansiosa pra saber se Matthews vai continuar a história de Dominika.




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