31/07/2014

Resenha | Nosferatu - Joe Hill

Nosferatu

Joe Hill
Editora Arqueiro

Victoria McQueen tem um misterioso dom: por meio de uma ponte no bosque perto de sua casa, ela consegue chegar de bicicleta a qualquer lugar no mundo e encontrar coisas perdidas. Vic mantém segredo sobre essa sua estranha capacidade, pois sabe que ninguém acreditaria. Ela própria não entende muito bem.
Charles Talent Manx também tem um dom especial. Seu Rolls-Royce lhe permite levar crianças para passear por vias ocultas que conduzem a um tenebroso parque de diversões: a Terra do Natal. A viagem pela autoestrada da perversa imaginação de Charlie transforma seus preciosos passageiros, deixando-os tão aterrorizantes quanto seu aparente benfeitor.
E chega então o dia em que Vic sai atrás de encrenca... e acaba encontrando Charlie.
Mas isso faz muito tempo e Vic, a única criança que já conseguiu escapar, agora é uma adulta que tenta desesperadamente esquecer o que passou. Porém, Charlie Manx só vai descansar quando tiver conseguido se vingar. E ele está atrás de algo muito especial para Vic.
Perturbador, fascinante e repleto de reviravoltas carregadas de emoção, a obra-prima fantasmagórica e cruelmente brincalhona de Hill é uma viagem alucinante ao mundo do terror.
 
Este livro é uma música tocada com instrumentos familiares (Joe Hill & Stephen King), mas com a sua própria e bela melodia...

Continuando com a tradição familiar de horror requintado, o autor Joe Hill traz desta vez um conto de assombração, de terror paranormal que vai deixar você com pequenas protuberâncias sangrentas. A Editora Arqueiro declarou no final do ano passado sobre o lançamento do livro e que foi declarado pela NYT que o livro foi um dos principais livros de ficção de 2013 e com razão. Se você tem aquela queda por livros de terror e assombração - e vampiros também, deixe o Sr. Hill levá-lo para um recesso sombrio em sua mente, um lugar chamado Christmasland. Todos os bons meninos e meninas estão indo para lá...

Nosferatu começa no final dos anos oitenta, em Haverhill, Massachusetts, quando Vic descobre uma estranha habilidade. Victoria "Vic" McQueen não é como as outras crianças. Ela é boa em encontrar coisas - coisas impossíveis, coisas esquecidas, e as coisas perdidas. Com sua bela e "grande" bicicleta Raleigh Tuff Burner, Vic é capaz de atravessar a Ponte Shorter Way - uma ponte que só existe em sua mente - e viajar distâncias impossíveis em meros segundos, levando-a diretamente para os lugares e coisas que ela precisa de encontrar. Criar, manter e atravessar a ponte tem seu preço, embora, Vic descobre que há um custo para viajar estradas que não deveriam existir com sua mente.

Ela também descobre que ela não está sozinha em sua capacidade.

Há uma garota chamada Maggie, uma bibliotecária em Iowa, que pode adivinhar as respostas de algumas coisas (não não, isso não vou revelar muhahaha). Há também um "homem" chamado Charles Manx, que seqüestra crianças em seu Rolls Royce Wraith 1938 e leva-os em seu próprio caminho privado para um lugar fora do espaço e do tempo chamado Christmasland. Um vampiro do tipo, que se alimenta das crianças, transformando-as em criaturas frias e cruéis sem idade, trancadas para sempre em seu mundo imaginário na véspera de um eterno Natal.

Vic sai à procura de problemas em seu Tuff Burner, sua ponte cruza o caminho de Charles Manx e Vic mal escapa com vida. Com Manx preso e mais tarde em coma, Vic passa a viver sua vida, convencido de que a Ponte Shorter Way foi uma ilusão de sua infância e cresce para criar seu filho, Wayne. Apesar de Vic ter seus problemas com abuso de substâncias (e continuaram alucinações de Christmasland e crianças vampíricos chamando-a no meio da noite), Vic está finalmente conseguindo ser uma mãe melhor para Wayne.

Mas é aí que tudo muda. Charles Manx é declarado morto e autopsiados, mas seu corpo desaparece do necrotério - e um Rolls Royce Wraith 1938 com uma placa de licença NOS4A2 (Nosferatu) faz o seu caminho aterrorizante à porta de Vic, para fazê-la pagar, e levar seu filho embora para Christmasland.

Eu simplesmente AMEI este livro. Esse dom para escrever livros de terror com certeza é de família, tanto Hill quanto King são os mestres do terror. A parte mais gratificante de Nosferatu é tudo pra falar a verdade: adorei o livro por ter mais de 400 paginas, muitas histórias distintas, gostei muito das artes que a editora colocou no livro, a capa vermelha com o Rolls Royce do Charles. Hill captura uma voz interna de Vic em diferentes fases de sua vida, fazendo-a em uma série de personagens memoráveis​​, sem perder a o foco que os conecta. E para familiaridade tonal tudo de Manx, ele é um distintivo, um vilão hipnotizante. O livro é imaginativo, ele consegue nos levar nos locais e nos faz ficar com vontade de entrar nessa aventura com a Vic. Mas também lembra muito a escrita de King. Não, não se parece com os livros de King ou qualquer outra coisa. Porém, tal pai, tal filho. :)

O título do livro vem da placa de seu poderoso carro malicioso, que lembra o personagem/carro do livro Christine, do Stephen King. Manx adquiriu a placa para ecoar as palavras de alguém que apontou que ele é semelhante a um vampiro, pois Nosferatu é uma palavra de origem românica, sinônimo de vampiro. No entanto, ambos parecem ser em grande parte uma criação literária e sua base no folclore romeno.







Conheça também o novo lançamento da editora pelo selo Saída de Emergência. 

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Comentários
1 Comentários

Um comentário:

  1. Ai nossa nossa, Kekaaaaaaaaaaa....O livro é melhor do que eu pensava..Pelo visto vou adorar ler ea história..agora estou mais doida ainda pra ter esse livro.. Parabéns, vc arrasou na resenha..bjs

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