20/05/2014

Lançamento | Música do Coração, Série Runaway Train - Katie Ashley

Música do Coração -Série - Runaway Train

Katie Ashley
Editora Pandorga


Abby Renard pretende se juntar à banda de seus irmãos na última etapa da turnê de verão. Tudo seria muito simples, ela decidiu que se tornaria o quarto membro do grupo. No entanto, na manhã em que encontraria com seus irmãos no ônibus da banda, ela recebe informações que a faz embarcar com sua guitarra e bagagem em um ônibus de turnê errado na Rock Nation, e acidentalmente cai na cama de Jake Slater, um vocalista mulherengo da aclamada banda Runaway Train...
Jake Slater nunca imaginou que o anjo que caiu em sua cama resistiria aos seus encantos e muito menos lhe daria uma joelhada no meio das pernas. Naturalmente, o fato de que ela parece uma menina toda certinha e pudica faz com que ela não se encaixe em seu tipo de garota. Então, ele se surpreende quando, depois de apostar com Abby que ela não duraria uma semana no seu ônibus de turnê, ela estava mais do que disposta a provar que ele estava errado.
Quando a semana começa a chegar ao fim, nem Abby nem Jake estão prontos para seguir em frente.
Poderia uma doce cantora de country e um roqueiro bad boy ter um futuro juntos?


Trecho do livro



Capítulo 1 
 
"Minhas botas de cowboy batiam desajeitadamente pela calçada esburacada enquanto me movia entre as filas de ônibus de turismo. Um rock alto explodia à minha volta, ecoando pelo apertado estacionamento. Roadies e técnicos esbarravam em mim e conversas zuniam por seus walkie-talkies e headsets. Como viam a autorização pendurada em meu pescoço, não perguntavam onde eu ia nem se poderiam me ajudar. O sol intenso de junho bateu em minhas costas, aquecendo a pele que a alcinha fina do vestido de verão não protegia. Resmunguei e dei um puxão em minha mala de rodinhas enquanto sentia que o violão que carregava no meu lado direito era pesado como chumbo. Rock Nation era um dos maiores festivais de música do país. Centenas de bandas se apresentavam durante três dias inteiros. Fanáticos por música acampavam no meio do deserto como se recriassem Woodstock. Bem, foi o que me disseram. Não era como se eu estivesse há dois dias com milhares de fedorentos e encardidos estranhos. Vim em um avião de Austin, Texas, e peguei um táxi depois. Meu único interesse aqui é ver Jacob’s Ladder, uma banda que estava no topo da parada de rock cristão. Os três integrantes são: Gabe Eli e Micah. Por um acaso são meus irmãos mais velhos e a razão de eu estar caminhando em um estacionamento no meio do deserto. Transpirando muito, perdida e frustrada não é bem o que eu imaginava quando meus irmãos me convidaram para me juntar a eles na turnê de verão. Não era a primeira vez que eu viajava pelo país com eles desde que começaram a chamar a atenção há dois anos, mas era a primeira vez que precisava decidir se a vida sem raízes de um músico era realmente para mim. Após cantar bem pra cacete, como meu irmão Eli disse para os executivos da gravadora, me ofereceram o lugar de vocalista da banda. A vaga abriu porque meu irmão mais velho, Micah, deixou a banda para se casar e entrar para o seminário.
Após rolar minha mala, parei e tirei o violão dos ombros. Protegendo meus olhos do sol forte com a mão, olhei para os ônibus. Acredite, quando você viu um ônibus de turnê já viu todos. Poucos têm orgulho do nome da banda que os lembram que estão muito longe de casa.
Agora, eu estava de cara com fileiras e mais fileiras de ônibus estacionados tão juntos que mal poderia me mover entre eles.
O número de identificação de cada ônibus estava preso em cada pára-brisa em um papel multicolorido. Pela minha vida! Eu não conseguia me lembrar que número deveria procurar. Cacei meu celular em minha bolsa e li a mensagem de texto de Micah: Não poderei encontrar você como planejamos. Estou morto depois do show das 4h. O passe estará na bilheteria. Venha para o ônibus. É o 419. Sairemos às 9h, com ou sem você.
Com um gemido frustrado, joguei o celular na bolsa. Na maioria das vezes, os meninos têm mais consideração por mim. Acho que eles pensam que como não é a minha primeira vez na estrada, deveria tomar conta de mim mesma. Normalmente, eles tentariam me pregar peças como se eu tivesse dez em vez de vinte e um.
– Onde diabos está o 419? – rosnei.
– É... O quanto você quer ver Blaine Bennet? – uma voz perguntou atrás de mim.
Virei-me e dei de cara com um roadie sorrindo perversamente para uma garota seminua. Com a oportunidade de estar perto de seu ídolo, ela pressionou seu corpo contra ele ainda mais.
– Desesperadamente – ela ronronou.
Eca! Era muito cedo para esse tipo de porcaria.
– Como é que é? – questionei.
Enquanto a garota me olhou, o roadie me esnobou.
– Ei! Estou falando com você! Quer dizer, posso não estar me esfregando em você, mas estou falando.
O roadie gemeu frustrado antes de se virar. Sua irritação diminuiu um pouco conforme ele me lançava um olhar pervertido da cabeça aos pés.
– E o que posso fazer por você, docinho?
A garota deve ter percebido que perdia sua chance de ver Blaine, seja lá onde ele estivesse, porque ela deu um passo à frente do roadie tentando bloquear sua visão.
Virando meu pescoço, eu disse:
– Escuta, eu realmente preciso encontrar o ônibus 419 e a banda Jacob’s Ladder.
O roadie revirou os olhos e eu não quis adivinhar o que a senhorita atirada fazia com ele. Olhei de relance e deixei as ondas de nojo me tomarem. Meus irmãos iriam ver só quando eu finalmente os encontrasse. Percebendo que não chegaria a lugar nenhum com o roadie, me forcei a ir até a calçada me sentindo como uma criança zangada."


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