09/01/2014

Caixa de correio 1# : Globo Livros

Oiiieee pessoal!
Está é a primeira caixa de correio do blog, postada aqui no site do blog pra falar a verdade. Eu costuma sempre postar na página, porque lá o pessoal costuma a passar mais tempo, mas acabei decidindo postar aqui também.
Bem, a caixa de correio hoje é da editora Biblioteca Azul, Globo Livros.



Vou falar um pouco de cada um.
 
                                                                                              O rei se inclina e mata -  Herta Müller 

Ensaio da Prêmio Nobel de Literatura reproduz ambiente de solidão durante o regime comunista de Nicolae Ceauşescu O rei se inclina e mata, coletânea de ensaios que a Biblioteca Azul acaba de publicar da escritora Herta Müller, é “totalmente autobiográfica”, na definição da própria autora. O livro inicia-se com suas memórias de infância em Nitzkdorf, uma pequena aldeia na região do Banat romeno. Nela, a menina Herta começa a construir a relação muito própria com as palavras que manteria na maturidade, relação cheia de astúcia, já intuindo que, criadas para se falar e pré-validadas pelos “de fora”, as palavras mais subjugam do que qualquer outra coisa – mesmo quando proibidas de serem ditas.




 As leis da fronteira - Javier Cercas
Mais um Javier Cercas chega ao Brasil. E a boa notícia é que este novo romance confirma o juízo de Mario Vargas Llosa sobre a arte do autor, no lançamento de Soldados de Salamina. Em 2001, o Nobel escreveu no jornal El País que o livro, magnífico, merecia ser lido por muita gente — sugestão plenamente aceita, a julgar pelo mais de 1 milhão de exemplares vendidos e por sua adaptação ao cinema — para as pessoas poderem comprovar que a literatura séria, “que se atreve a abordar temas complexos, também é capaz de encantar o leitor, bem como afetá-lo de outras maneiras”, que é exatamente o que acontece com este As leis da fronteira.

A trama é aparentemente simples, mas nem por isso menos envolvente: Ignacio Cañas, um adolescente de classe média, conhece, num fliperama do seu bairro, dois delinquentes da sua idade, Zarco e Tere, que vivem no lado pobre da cidade, e esse encontro mudará sua vida para sempre. Trinta anos depois, um escritor colhe material para um livro sobre a vida de Zarco que, nesse meio-tempo, se transformara num mito da delinquência juvenil.


Elegias de Duíno - Rainer Maria Rilke
Publicadas originalmente em 1951, em edição especial do bibliófilo José Mindlin, estas traduções das Elegias de Duíno (1912-1922), feitas pela poeta Dora Ferreira da Silva, viriam a se constituir em um patrimônio cultural da poesia alemã no Brasil. Seguindo a tradição de poetas tradutores que se dedicaram às Elegias de Rilke, como Stephen Spender e mais recentemente Edward Snow, Dora Ferreira da Silva soube transpor para o português a atmosfera do desamparo existencial, de uma religiosidade peculiar (Frömmigkeit, piedade, devoção, humildade) e da busca de uma afinidade com a natureza destes que são dez dos poemas mais célebres do século XX.


Acompanhadas de comentários tanto biográficos como textuais da tradutora, nesta edição bilíngue, as Elegias podem ser lidas como um testemunho de uma grande crise espiritual pressentida pelo “cidadão da Europa intelectual”, como Paul Valéry o chamava.


 Beijoss e até a próxima caixa de correio <3
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